No século XIX, se o bairro de São Miguel Paulista não
sofreu um grande declínio, não se pode falar, também,
que ele teve um notável progresso. Os moradores dedicavam-se principalmente
à lavoura. Mas após tantos anos de trabalho agrícola,
a produtividade do solo decresceu consideravelmente. Para a grande lavoura,
utilizavam-se as terras mais distantes, no interior da Província
de São Paulo. Produziam-se cereais em pequenas roças e o plantio
mais importante eram os canaviais com a sua produção de aguardente.
Os excedentes da produção eram remetidos para o centro da
cidade. Foi a época de personagens sociais como carreiros e tropeiros.
Em suma, o bairro estagnou-se em todos os aspectos, perdendo a sua importância
de outros tempos e assumindo um aspecto de arraial.
Durante quase todo o século XIX, São Miguel Paulista foi dependente
da freguesia da Penha; até mesmo as autoridades locais lá
compareciam com muita freqüência. É possível que
os habitantes, ante a pobreza de seu bairro, tenham procurado outros sítios
para morarem, transferindo-se para a Penha, e mesmo para o centro da cidade,
reduzindo ainda mais, com isso, a população local.
Texto elaborado pelo Prof. Avelar Cezar Imamura - professor
do curso de História - UNICSUL
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